A operação dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro foi marcada por momentos de extremo risco e precisão militar. Uma análise detalhada realizada pela CNN mostrou que o sucesso da missão se resumiu a aproximadamente dois minutos críticos, durante os quais as forças americanas estiveram particularmente vulneráveis.
De acordo com vídeos de testemunhas no local, analisados pela emissora, helicópteros Chinooks dos Estados Unidos, utilizados para transportar tropas, entraram na área vindo do sul e foram recebidos por uma série de disparos antiaéreos venezuelanos. Em questão de segundos, helicópteros Blackhawks, aeronaves de ataque, chegaram ao local e realizaram fortes bombardeios, em uma ação descrita pelo general dos Estados Unidos, Dan Caine, como “um confronto múltiplo de autodefesa”.
A CNN conseguiu rastrear com precisão a área da operação, analisando as rotas de voo dos helicópteros e sincronizando vídeos para entender como os Estados Unidos infiltraram um complexo militar extremamente fortificado. A análise indica que as aeronaves decolaram do Forte Tiuna, um dos maiores complexos militares da Venezuela. Imagens de satélite revelaram danos nos telhados pequenos demais para serem considerados um ataque direto, mas que podem ser resultado da operação dos helicópteros.
Momentos de maior vulnerabilidade
Os momentos mais arriscados da operação foram identificados quando um Chinook aterrissou no local e, posteriormente, quando as aeronaves decolaram. Durante esses instantes, as forças dos Estados Unidos estavam extremamente vulneráveis. Vídeos mostram um Chinook decolando e, cerca de 20 segundos depois, uma segunda aeronave também deixando o local, enquanto helicópteros de ataque sobrevoavam e disparavam para proteger as aeronaves.
Wes Bryant, ex-integrante da equipe de elite de guerra especial da Força Aérea dos Estados Unidos, consultado pela CNN, sugeriu que Maduro poderia estar em um dos Chinooks durante a decolagem. “Eu acho que isso tinha que ver com o elemento de surpresa”, comentou Bryant, indicando que a operação também contou com uma dose de sorte para seu sucesso.
Segundo autoridades venezuelanas, pelo menos 100 pessoas morreram durante a operação. As imagens analisadas pela CNN revelam o impacto letal da missão, mostrando sangue no chão, grandes áreas queimadas e veículos destruídos no complexo militar onde Maduro estava escondido.
Fonte: CNN Brasil





















