Três hábitos simples para proteger o cérebro e a saúde mental em 2026

Algumas mudanças simples no dia a dia podem fazer grande diferença para manter o cérebro saudável. É o que afirma a neurologista Baibing Chen em um vídeo publicado em seu perfil no TikTok.

Com a chegada de 2026, a especialista, citada pelo site Mirror Online, destacou três resoluções de Ano Novo que, na visão dela, deveriam ser adotadas por todos que desejam melhorar a saúde mental.

Dormir bem

A primeira recomendação da neurologista é priorizar o sono, o que passa por criar e manter uma rotina regular para dormir e acordar.

“Vivemos em uma sociedade que valoriza o excesso de trabalho e negligencia o sono. No entanto, dormir é uma das coisas mais importantes, talvez a mais importante, que podemos fazer pela saúde do cérebro”, explica.

Segundo ela, muitas pessoas acreditam que dormir mal é apenas consequência de estresse, dor ou ansiedade. Embora isso possa ser verdade, o problema também funciona no sentido inverso.

“Dormir mal alimenta esses fatores e cria um ciclo vicioso. Por isso, melhorar o sono precisa ser a prioridade número um no Ano Novo”, afirma.

Baibing Chen reforça que o objetivo não é recorrer a medicamentos ou suplementos, mas sim adotar uma boa higiene do sono, com hábitos consistentes e saudáveis.

Manter uma rotina consistente

Outra orientação importante é ter uma rotina previsível. Isso inclui acordar sempre no mesmo horário, fazer as refeições em horários regulares e manter a prática de atividade física.

“O cérebro funciona melhor com previsibilidade. Pessoas que seguem uma rotina tendem a apresentar menos ansiedade e depressão”, destaca a neurologista.

Ela acrescenta que, na prática clínica, observa que rotinas também ajudam a reduzir crises de enxaqueca e dores crônicas. Horários regulares para dormir e acordar, refeições organizadas, movimento diário e momentos fixos para relaxar à noite ajudam a acalmar o sistema nervoso.

Dançar com frequência

A terceira dica pode surpreender: dançar regularmente. Para a especialista, essa é uma das melhores atividades tanto para o corpo quanto para o cérebro.

“A dança reúne movimento, equilíbrio, coordenação, memória, ritmo e interação social”, explica.

Baibing Chen cita um estudo de 2003 publicado no New England Journal of Medicine que mostrou que, entre várias atividades físicas analisadas, a dança esteve associada a um menor risco de demência.

Ela recomenda, especialmente, aprender novas coreografias, já que isso desafia ainda mais o cérebro.

Quem sabe o início de um novo ano não seja o momento ideal para se matricular em aulas de dança e cuidar da mente de forma leve e prazerosa?

De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas no mundo inteiro vivem com algum grau de TEA, condição do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades persistentes na comunicação e na interação social

Agência Brasil | 07:16 – 06/01/2026

Fonte: Notícias ao Minuto

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