Plano do BRB para lidar com prejuízo do Master aposta em empréstimo do FGC

O plano de capital do BRB (Banco de Brasília) para lidar com eventual prejuízo causado pelo Banco Master já está pronto e tem várias opções.

Entre as possibilidades estudadas, a solicitação de uma linha de financiamento do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) é tida como a mais vantajosa para a instituição financeira de Brasília.

O BRB pode solicitar financiamento ao FGC por ser associado do fundo. O pedido é submetido ao FGC que avalia se concede o aporte ou não. 

Na mesa, também está sendo cogitada a formação de um fundo de investimento imobiliário com imóveis de propriedade do governo do Distrito Federal. Ao CNN Money, o governador Ibaneis Rocha afirmou que o DF tem empresas sólidas e patrimônio imobiliário de mais de R$ 200 bilhões.

Para recorrer a esta opção, seria necessário criar um fundo a partir do patrimônio imobiliário e vender as suas cotas, de modo a monetizar os imóveis e, consequentemente, transformá-los em ativos do BRB. Fontes ouvidas pelo CNN Money avaliam que essa estratégia levaria pelo menos 90 dias para serem implementadas. 

Há ao menos cinco opções no plano de capital do BRB para cobrir perdas provocadas pelo Banco Master:

  1. repasse direto do Tesouro do DF e dos minoritários; 
  2. formação de um fundo com imóveis de propriedade do governo do DF a serem transferidos para o BRB; 
  3. uma linha de financiamento do FGC;
  4. repasse de ações de empresas estatais;
  5. um empréstimo de um consórcio de bancos.

Porém, para implementar qualquer uma dessas medidas, é necessário o resultado das apurações que vêm sendo conduzidas por uma auditoria externa contratada pelo BRB. O número exato do prejuízo causado pelas operações com o Master ainda está sendo calculado. 

As investigações indicam que a fraude está estimada em R$ 12 bilhões em carteiras inexistentes de crédito compradas pelo BRB ao Banco Master. Segundo apurou o CNN Money, há 17 fundos da instituição de Daniel Vorcaro dentro desse montante. Desse total, a instituição de Brasília conseguiu substituir ou liquidar R$ 10 bilhões.

Diante do risco de prejuízo, o Banco Central determinou ao BRB que faça um provisionamento (reserva de capital) de R$ 2,6 bilhões para cobrir perdas com a compra de carteiras de crédito fraudulentas do Master. A operação deve constar no balanço financeiro da instituição referente a 31 de dezembro, que deve ser divulgado em março. 

Em nota, o BRB destacou que os possíveis prejuízos ligados à compra de carteiras do Banco Master ainda estão em apuração pelo Banco Central e pela auditoria independente e que, caso sejam confirmados, o BRB informa que já possui plano de capital que prevê aporte através de vários instrumentos de recomposição de capital.

“O BRB reafirma que segue sólido, com patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões, operando normalmente e assegurando todos os serviços financeiros”, diz.

Fonte: CNN Brasil

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