Leandrinho abre o jogo sobre futuro na NBA: “Não me vejo como técnico”

Leandro Barbosa é um dos principais brasileiros na história da NBA. Draftado pelo San Antonio Spurs na 28ª posição em 2003, foi imediatamente trocado para o Phoenix Suns.

Na franquia do Arizona, Leandrinho fez parte de uma revolução encabeçada pelo técnico Mike D’Antoni, que ficou conhecida como “Sete Segundos ou Menos”. A intenção era clara, como o nome indica: acelerar o contra-ataque, com um time mais baixo e usando a bola de três como arma essencial.

Apesar de sonhar com o título sob a liderança do armador candense Steve Nash, os Suns não conseguiram chegar sequer à final da NBA.

Leandrinho era peça fundamental daquele time, tanto que foi eleito o Sexto Homem da Temporada 2006-07 (algo como o “melhor reserva” da liga).

A partir de 2010, rodou por algumas franquias como Toronto Raptors e Boston Celtics e também pelo basquete brasileiro, onde em 2011 defendeu o Flamengo — durante o lockout da NBA — e mais adiante o Pinheiros, por poucos meses, em 2013 e 2014.

Já no crepúsculo da carreira, assinou com o Golden State Warriors em setembro de 2014, poucos meses após Steve Kerr assumir como técnico. E a relação não poderia ter sido melhor, com conquistas importantes em um time que era claramente inspirado nos Suns dos “Sete Segundos Ou Menos”.

Logo no primeiro ano veio o título, feito que tornou Leandrinho o segundo brasileiro campeão da NBA depois de Tiago Spliter. Já em 2015-16, fez parte do elenco que quebrou o recorde de vitórias na temporada regular, com 73 triunfos em 82 jogos, e foi vice-campeão diante do Cleveland Cavaliers.

O atleta se aposentou em setembro de 2020, no basquete brasileiro, após breve retorno ao Phoenix Suns. Desde então, segue trabalhando na NBA.

Entre 2020 e 2022, foi mentor de jogadores (player development/mentor coach) nos Warriors, ainda sob o comando de Kerr, e conquistou o título da liga na temporada 2021-22.

Já desde 2023, é assistente-técnico no Sacramento Kings — primeiro, de Mike Brown e, desde dezembro de 2024, de Doug Christie.

O brasileiro conversou com a CNN Brasil após a derrota dos Kings para os Cavaliers, em Cleveland, na noite da última sexta-feira (23), e avaliou os rumos da carreira, contando como é trabalhar diretamente com jogadores que foram seus companheiros, como Stephen Curry, ou adversários, como Domantas Sabonis.

“Está sendo muito bacana, muito legal, e eu não esperava ficar tanto tempo nessa carreira de assistente técnico. Foi um convite que eu recebi do Steve Kerr, e não era por muito tempo. Acabei ficando, acabei indo, e já são seis anos. Está sendo bacana”, contou Leandrinho, após algumas palavras de motivação e incentivo aos jovens participantes da Cleveland Experience.

“Eu acho que o mais gratificante para mim é saber o poder da palavra que eu tenho com os outros jogadores por ter jogado por tantos anos, com tanto respeito, na NBA. Eu acho que isso é muito legal. Quando você dá um conselho para um jogador em um momento ruim ou bom, eles estão ali sempre escutando, eu acho isso muito gratificante. Tento ajudar da melhor forma possível, em um momento ruim, em um momento bom, a gente está aqui para isso”, avaliou.

Leandrinho conversa com adolescentes brasileiros participantes da Cleveland Experience • Wander Roberto/Inovafoto

O Brazilian Blur, apelido que tinha enquanto jogador, ainda comentou se tem a intenção de ser o técnico principal de uma franquia, como Tiago Splitter, atual comandante do Portland Trail Blazers.

“Não me vejo como técnico. Eu gosto da posição de assistente, ficar ali atrás das cenas, ficar nos bastidores. Torço muito pelo Tiago, ele vem fazendo um bom trabalho, mas não é para mim. Eu vejo que o head coach sofre, passa, e não estou preparado para isso”, assegurou, antes de avaliar o momento dos brasileiros na NBA.

Atualmente, o único representante do Brasil como jogador é Gui Santos, ala-pivô do Golden State Warriors, cenário bem diferente do que o torcedor se acostumou a ver nas primeiras décadas do século 21, quando, além do próprio Leandrinho, o país tinha ao menos outros três grandes destaques: o pivô Nenê Hilário, eleito para o primeiro time de calouros de 2002-03, quando atuava pelo Denver Nuggets; o pivô Anderson Varejão, eleito para o segundo time de defesa de 2009-10, pelos Cavs; e o pivô Tiago Splitter, primeiro brasileirão a ser campeão da NBA, em 2014, pelo San Antonio Spurs.

“A gente espera que mais brasileiro venham, mas eu não sei como é que está, porque eu não estou seguindo. Aqui é bem corrido, bem puxado, então não dá para eu saber como é que está a nova geração do basquete. Eu acabo assistindo só à Seleção Brasileira, com alguns eu tenho contato da época em que jogava. Espero, obviamente, que mais brasileiros venham para cá. O mercado está aberto, a visibilidade da NBA no Brasil é grande, acho que tem oportunidade”, encerrou.

Leandro Barbosa em ação pelo Golden State Warriors, equipe pela qual foi campeão da NBA • Ezra Shaw/Getty Images

*O jornalista viaja a convite da NBA Brasil

Fonte: CNN Brasil

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