O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, usou as redes sociais para criticar a Europa por designar a Guarda Revolucionária do país como “terrorista” nesta quinta-feira (29).
“Depois de insistir no mecanismo de ‘restabelecimento automático’ de sanções a pedido dos EUA, agora comete outro grande erro estratégico ao designar nossas Forças Armadas Nacionais como uma suposta ‘organização terrorista’, escreveu Araqchi.
Segundo o ministro, outros países estão procurando evitar um conflito na região enquanto a Europa está ocupada “atiçando chamas”.
Several countries are presently attempting to avert the eruption of all-out war in our region. None of them are European.
Europe is instead busy fanning the flames. After pursuing ‘snapback’ at the behest of the U.S., it is now making another major strategic mistake by…
— Seyed Abbas Araghchi (@araghchi) January 29, 2026
Araqchi disse que o continente europeu também seria massivamente impactado por uma eventual guerra na região, incluindo efeitos diretos da alta dos preços de energia.
“A alegação da UE de que está preocupada com os direitos humanos no Irã é uma ‘mentira descarada e hipocrisia'”, acrescentou.
Mais cedo, as forças navais da Guarda Revolucionária do Irã anunciou que realizará exercícios militares com munição real no Estreito de Ormuz nos dias 1 e 2 de fevereiro.
O estreito é a rota de exportação de petróleo mais vital do mundo, conectando os maiores produtores de petróleo do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, com o Golfo de Omã e o Mar Arábico.
Tensão entre EUA e Irã
A movimentação acontece em meio às ameaças do presidente americano Donald Trump sobre um possível novo ataque ao Irã.
Sua última ameaça exigiu que o Irã se sentasse à mesa de negociações para alcançar um acordo nuclear “justo e equitativo”, ou então “o próximo ataque será muito pior” do que os ataques dos EUA no ano passado às instalações nucleares iranianas.
“O tempo está se esgotando”, postou Trump no Truth Social.
De acordo com uma postagem de segunda-feira do CENTCOM (Comando Central), que supervisiona as forças dos EUA, o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln já chegou no Oriente Médio e no Oeste e Centro da Ásia.
Fonte: CNN Brasil




















