A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) afirmou na última terça-feira (27) que informações sobre uma possível venda do negócio de siderurgia tratam-se de especulação e que o processo de alienação de ativos do grupo ainda está em fase inicial de avaliação.
O esclarecimento foi divulgado após questionamento da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), motivado por reportagem do Valor Econômico que apontava a possibilidade de venda de até 100% da operação siderúrgica da companhia.
Em comunicado ao mercado, a CSN disse que a notícia repercute informações já apresentadas em fato relevante divulgado em 15 de janeiro, quando o conselho de administração autorizou a companhia a iniciar um projeto estruturado de desinvestimento, com foco na reorganização da estrutura de capital e na redução do endividamento.
Segundo a empresa, naquele momento já havia sido informada ao mercado a avaliação de alternativas e parcerias no segmento de siderurgia, além da possível venda do controle da CSN Cimentos e da alienação de uma participação relevante nos ativos de infraestrutura.
A companhia ressaltou, porém, que não há decisão tomada sobre a venda da siderurgia, tampouco negociações avançadas.
De acordo com a CSN, ainda não existe definição sobre percentuais, nem contratação de assessor financeiro para essa frente, o que reforça o caráter preliminar das análises.
“Sobre o potencial interesse de vender o segmento de siderurgia, o comunicado foi categórico ao dizer que o estágio atual envolve a “avaliação de alternativas/parcerias com foco na maximização da geração de caixa no curto prazo”, sem que haja, até o momento, qualquer conclusão que enseje uma comunicação formal por parte da Companhia”, diz a CSN.
A companhia reiterou, ao final do comunicado, o compromisso de manter acionistas e investidores informados sobre qualquer evolução relevante relacionada à estratégia de desinvestimentos.
Além da siderurgia, a CSN atua em mineração, cimento e infraestrutura, com presença relevante na produção e exportação de minério de ferro, operação de ativos logísticos, como ferrovias e terminais portuários, e participação no setor de materiais de construção.
Nos últimos anos, a companhia ampliou o portfólio fora do aço como forma de diversificar receitas e reduzir a dependência do ciclo siderúrgico, estratégia que agora está no centro da revisão de ativos conduzida pelo grupo.
Fonte: CNN Brasil





















