O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (28) manter a taxa básica de juros em 15% ao ano na primeira reunião de 2026. A Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando chegou a 15,25% ao ano.
Esta é a quinta reunião consecutiva em que o comitê mantém os juros neste nível. Em dezembro, o colegiado já havia indicado a estabilidade da Selic em 15% ao ano para garantir a convergência da inflação à meta. Em nota, o Copom indicou que poderá reduzir a taxa de juros em março.
“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, diz o comunicado.
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Segundo o BC, “a estratégia em curso tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”. O comitê ponderou que o cenário atual segue “marcado por elevada incerteza”, exigindo “cautela na condução da política monetária”.
A decisão foi por unanimidade, mas o Copom está desfalcado, pois os mandatos dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, terminaram no fim de 2025.
A expectativa é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anuncie as novas indicações nos próximos dias, com o fim do recesso no Congresso.
Super Quarta: Fed mantém taxa de juros nos Estados Unidos
Apesar da pressão do presidente Donald Trump, o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros na faixa entre 3,5% e 3,75%. A decisão interrompeu o ciclo de cortes das últimas três reuniões da instituição.
No início deste mês, o governo Trump abriu uma investigação criminal contra o presidente do Fed, Jerome Powell.
“Trata-se de saber se o Fed será capaz de continuar definindo as taxas de juros com base em evidências e condições econômicas, ou se a política monetária será, em vez disso, guiada por pressão política ou intimidação”, disse Powell, no último dia 12.
No Brasil, o Copom afirmou que o “ambiente externo ainda se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais”. Para o comitês, “tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica”.
Fonte: Gazeta do Povo





















