O Banco de Brasília (BRB) prevê registrar prejuízos em decorrência de operações financeiras e estuda, como plano de contingência, receber aportes de seu acionista controlador — o governo do Distrito Federal (GDF). Na prática, isso significaria receber dinheiro do pagador de impostos para cobrir o rombo. Segundo o BRB, a gestão de Ibaneis Rocha (MDB) já sinalizou com a possibilidade de realizar essa capitalização.
Em nota divulgada na terça-feira (13), a instituição informou que a contabilidade das possíveis perdas está sendo analisada pela auditoria independente Machado Meyer, com suporte técnico da consultoria Kroll.
O imbróglio remonta a setembro do ano passado, quando o BRB tentou adquirir parte de uma operação que envolveria papéis sem lastro. A transação gerou investigações sobre fraudes financeiras e resultou na Operação Compliance Zero.
Nesta quarta, a Polícia Federal (PF) deflagrou a segunda fase da operação contra o esquema de fraudes envolvendo o Master.
A PF vasculhou imóveis de Vorcaro, familiares e aliados, no cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Também foram bloqueados R$ 5,7 bilhões em bens.
Fonte: Gazeta do Povo



















