Brasileiros relatam transtornos em meio à forte nevasca nos Estados Unidos

Pelo menos 240 milhões de pessoas estão na rota da megatempestade que atinge os Estados Unidos desde o fim de semana.

A situação deve continuar pelos próximos dias. Meteorologistas dizem que neve, granizo e chuva congelante, acompanhados de temperaturas perigosamente baixas, devem atingir dois terços do país.

Muitos brasileiros que vivem no território americano estão sofrendo com as consequências da tormenta gelada. O economista Gael de Moraes, que vive em Washington, encontrou prateleiras vazias ao ir ao supermercado. “Alguns mercados estavam totalmente sem nada, principalmente na parte de congelados, pois o pessoal aqui estocou bastante comida pronta e bastante papel higiênico. Então, as pessoas estão se preparando para ficar em casa uns dois ou três dias”, contou à CNN. 

A rotina da capital americana foi bastante afetada. As ruas estão praticamente desertas, cobertas por uma espessa camada de neve, dificultando a locomoção tanto de pedestres quanto de veículos. A sensação térmica no domingo chegou a -12°C.

“Muitos locais de trabalho estão fechados ou restringindo o presencial. Eu mesmo vou trabalhar de casa”, disse Moraes.

Perto dali, em Maryland, a analista financeira Maria Gabriella Muller de Andrade Lodge contou que ela, o marido e o enteado estão praticamente em um lockdown. Isso porque a empresa que retira neve do condomínio onde vivem não apareceu. Com a neve tão alta, ficou impossível sair de casa.

“Vamos ter de ficar sem ir ao trabalho nos próximos dias. A escola do meu enteado também fechou. O jeito é arrumar algo para fazer em casa. Como eu e meu marido adoramos cozinhar, temos feito isso, enquanto meu enteado pinta”, explicou.

A fotógrafa brasileira Vanessa Carvalho, que vive em Nova Jersey, também ficará sem trabalho por alguns dias por conta da nevasca. Para sair somente na calçada neste domingo (25), teve que colocar duas calças e três camadas de blusas, incluindo meias e colete térmico, além de bota de neve. “Tudo isso ajuda a sair, mas o que eu senti mesmo foi a pele do rosto e as mãos queimando”, relatou.

Mais ao norte do país, em Upton, a cerca de 30 quilômetros de Boston, vive a empresária brasileira Verônica Oliveira. Ela tem lojas no ramo de alimentos e está com os comércios fechados por causa da tempestade. Verônica contou à CNN que já nevou cerca de 20 centímetros na frente de casa e que a previsão é de um acúmulo de 60 centímetros. “Ninguém está nas ruas, pois o gelo é perigoso. Apenas veículos que limpam gelo estão circulando”, explicou.

Veja o relato: 

Cerca de 17 mil voos foram cancelados até essa segunda-feira (25). A coordenadora de marketing, Júlia G., foi a um casamento em Boca Grande, na Flórida, e não consegue voltar para Nova York, onde vive, por causa do mau tempo. “Meu voo já foi cancelado três vezes. O próximo voo só deve ser na quarta-feira. Até lá fico sem trabalhar. A gente está sendo orientado a esperar que fique seguro para voar”, disse.

Fonte: CNN Brasil

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