A Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) projeta que o país exportará 3,2 milhões de toneladas de algodão em 2025/26 (ciclo que começou em julho), volume 13% superior ao registrado em 2024/25. O principal destino da pluma deve continuar sendo a China, país que ficou com 32% do total vendido pelo Brasil na safra passada.
Em dezembro de 2025, o Brasil embarcou 452,5 mil toneladas de algodão, com receita de US$ 707,4 milhões. O volume marcou recorde para o mês e superou em 28,2% o resultado de dezembro de 2024. Em todo o ano passado, o país vendeu 2,8 milhões de toneladas e se consolidou com o maior exportador mundial da pluma.
Cultivo
A semeadura de algodão de 2025/26 já começou e avança em ritmo consistente, principalmente em Mato Grosso, onde a colheita de soja – feita no verão – foi mais rápida.
A área plantada da pluma no Brasil deve recuar 5,5% nesta temporada, para um total de 2,05 milhões de hectares. Para a Abrapa, o ajuste reflete um aumento dos custos de produção e a menor rentabilidade do produtor. Em 2025, o preço do algodão na bolsa de Nova York – referência para o comércio internacional – caiu 8%.
A produtividade nesta safra é estimada em queda de 4,7%, para 1.866 quilos de pluma por hectare. Com isso, a projeção é de produção de 3,83 milhões de toneladas, queda de 9,9% em relação ao ciclo anterior.
Os estoques finais de algodão no Brasil seguem em alta. Para julho de 2026, a projeção indica 835 mil toneladas, 65% mais que no fim da temporada passada.
2024/25
Em relação à temporada passada, a Abrapa revisou a estimativa de produção brasileira durante o mês de dezembro, para 4,25 milhões de toneladas, um aumento de 14,8% ante a safra anterior. A área plantada com a cultura no país foi 11,7% maior, em relação ao ciclo 2023/2024, chegando a 2,171 milhões de hectares.
O beneficiamento desta colheita está na reta final. Até 08 de janeiro de 2026, 95% do volume já
havia sido beneficiado nas algodoeiras brasileiras. Restam ainda algodão para ser beneficiado no estado do Maranhão (9%), Mato Grosso (5,85%), Bahia (2%) e Minas
Gerais (1%).
Fonte: CNN Brasil




















