A morte de Alex Pretti, cidadão americano baleado por agentes federais no último sábado (24) em Minneapolis, nos Estados Unidos, intensificou o clima de tensão política no país. Segundo a analista de Internacional da CNN, Fernanda Magnotta, o caso expõe uma crise mais profunda e um sentimento coletivo de preocupação que se espalha por diversas regiões americanas.
De acordo com Magnotta, há uma percepção generalizada de que “algo não vai bem nos Estados Unidos”. Ela destacou que o tema domina as conversas por todo o país.
“O sentimento coletivo é de que não há outro assunto a se abordar que não seja essa escalada relacionada aos protestos e ao que tem acontecido lá especificamente em Minneapolis”, explicou a analista no programa CNN 360°.
Divisão interna no governo e recuo parcial
Magnotta observou que, embora o governo americano tente atribuir a responsabilidade pela violência os democratas e aos manifestantes, há sinais de recuo parcial diante da crescente pressão. Entre os indícios dessa mudança estão o envio de Tom Homan, conhecido como “Czar da Fronteira”, para coordenar ações do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) e outras forças policiais em Minneapolis, além da recente conversa telefônica entre o presidente e o governador Tim Walz, descrita como “muito boa”.
Segundo a analista, existe uma divisão clara dentro do governo Trump sobre como lidar com a crise. De um lado, um grupo chamado de “linha dura”, liderado por figuras como a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, defende ações mais ostensivas e aumento da presença de agentes federais. Do outro, há o que a analista denomina como “linha pragmática” ou “linha de descompressão”, que alerta para os altos custos institucionais e eleitorais que uma postura mais agressiva pode gerar.
“Esse pessoal acha que o que está acontecendo está cercado de excessos, que os custos institucionais vão ser altos e que o preço vem em formato de voto”, explicou Magnotta, referindo-se ao grupo pragmático. Ela destacou que a eleição de meio de mandato, prevista para novembro deste ano, pode sofrer um revés dependendo de como a atual crise for administrada.
A repercussão do caso também mobilizou figuras importantes do partido Democrata, como Kamala Harris e o ex-presidente Barack Obama, que normalmente se mantém mais reservado sobre assuntos da política cotidiana. Essas manifestações públicas evidenciam a gravidade da situação e a preocupação com os desdobramentos políticos do caso.
Fonte: CNN Brasil





















