Aliado de Maduro nega conversas com EUA antes de ataque à Venezuela

O ministro de Interior e Justiça da Venezuela, Diosdado Cabello, negou nesta segunda-feira (19) ter conversado por meses com os Estados Unidos antes dos ataques a Caracas, no dia 3 de janeiro, que resultaram na captura de Nicolás Maduro.

“O governo nacional desmente de maneira categórica a informação mal intencionada que circula em plataformas digitais. Ela é falsa e alude a supostas conversas secretas de natureza conspirativa”, afirmou o ministério de Cabello em comunicado.

A manifestação da pasta é divulgada após a agência de notícias Reuters publicar que, segundo diversas fontes, autoridades do governo de Donald Trump mantiveram contato com o ministro do Interior venezuelano meses antes dos Estados Unidos capturarem Maduro.

De acordo com a agência, fontes disseram que as autoridades americanas alertaram Cabello contra o uso dos serviços de segurança ou de militantes do partido governista que ele supervisiona para atacar a oposição do país.

Porém, segundo a pasta comandada por Cabello, “estas publicações tentam, de forma intencionada, gerar divisão no alto comando político nacional”.

“Além disso, perseguem um objetivo claro de minar o prestígio e a integridade revolucionária” do ministro, diz o texto.

O comunicado ainda repudia o que qualifica como “narrativas falsas” e “reitera seu compromisso com a transparência e a unidade, elementos fundamentais para a estabilidade do país”.

Uma das preocupações que foram levantadas após a captura de Maduro e os ataques dos EUA é de que poderia haver algum tipo de reação das forças de segurança venezuelana, comandadas por Cabello.

O ministro do Interior conta com popularidade nas bases chavistas e é um dos nomes mais poderosos do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), a sigla fundada pelo falecido presidente Hugo Chávez.

Após a captura de Nicolás Maduro, diversos opositores venezuelanos afirmaram à CNN Brasil estarem vivendo um momento de “alegria silenciosa”, e que preferiam não se manifestar por medo de sofrerem represálias das forças de segurança.

Fonte: CNN Brasil

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