R$ 645 mil, 30 armas e mais: veja balanço da operação da PF no caso Master

A PF (Polícia Federal) divulgou, na noite desta quarta-feira (14), um novo balanço com números atualizados da segunda fase da operação Compliance Zero — que mira uma suposta fraude bilionária liderada pelo Banco Master.

Segundo a Polícia Federal, foram apreendidos 39 celulares, 31 computadores e 30 armas. Além disso, o valor em espécie, que pela manhã era estimado em R$ 97 mil, foi atualizado: R$ 645 mil.

Carros de luxo e relógios importados também constam entre as apreensões. Foram 23 veículos avaliados, segundo a PF, em R$ 16 milhões de reais.

A operação desta quarta cumpriu 42 mandados de buscas em cinco estados e bloqueou um total de R$ 5,7 bilhões em bens dos investigados. Os alvos são parentes e pessoas próximas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, como pai, irmã e cunhado do empresário.

A investigação nessa segunda fase detectou que havia captação de dinheiro, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e parentes.
A PF apura se o banco Master usava fundos de investimento para realizar operações financeiras fraudulentas.

PGR analisará dados

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a Polícia Federal envie à PGR (Procuradoria-Geral da República) todo o material apreendido na operação desta quarta.

Mais cedo, o ministro havia determinado “lacração e acautelamento” de tudo o que foi apreendido na sede do Supremo Tribunal Federal, mas depois de um pedido da PGR, recuou, e autorizou a análise dos procuradores.

A defesa de Daniel Vorcaro informou, em nota, “que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes”.

Segundo os advogados, as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência.

“O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais.”, completa os advogados do banqueiro.

Fonte: CNN Brasil

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