Um vídeo gravado por testemunhas mostra um caminhão avançando contra uma multidão reunida em Los Angeles, nos Estados Unidos, que demonstrava apoio aos manifestantes do Irã, no domingo (11).
Segundo a emissora americana KABC, os manifestantes rapidamente cercaram o caminhão e foram vistos quebrando janelas. A multidão acabou retirando um homem do veículo. A polícia o prendeu.
A KABC também informou que a polícia de Los Angeles disse que duas pessoas foram avaliadas no local, mas recusaram atendimento médico. A polícia confirmou que nenhuma ambulância foi chamada ao protesto.
Outra emissora americana, a KNBC, noticiou que centenas de pessoas participaram do ato.
O Irã vive uma onda de protestos que se espalharam pelo país há duas semanas, mais de 500 pessoas morreram e pelo menos 10.600 foram presas, segundo o grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA.
Autoridades intensificam repressão
Os protestos começaram em 28 de dezembro em resposta à alta da inflação no país, antes de se voltarem contra os governantes religiosos que estão no poder desde a Revolução Islâmica de 1979.
As autoridades iranianas acusam os EUA e Israel de fomentarem a instabilidade e convocaram uma manifestação nacional para segunda-feira para condenar as “ações terroristas lideradas pelos Estados Unidos e Israel” no Irã, informou a mídia estatal.
O fluxo de informações do Irã está prejudicado por um bloqueio da internet desde quinta-feira (8).
Imagens divulgadas nas redes sociais no sábado (10), vindas de Teerã, mostravam grandes multidões marchando por uma rua à noite, aplaudindo e cantando. A multidão “não tem começo nem fim”, ouve-se um homem dizer.
Em imagens da cidade de Mashhad, no nordeste do país, é possível ver fumaça subindo ao céu noturno, proveniente de incêndios nas ruas, manifestantes mascarados e uma via coberta de destroços, como mostra outro vídeo divulgado no sábado. Explosões também podem ser ouvidas.
A Reuters confirmou as localizações.
A TV estatal mostrou dezenas de sacos para cadáveres no chão do Instituto Médico Legal de Teerã, afirmando que os mortos eram vítimas de eventos causados por “terroristas armados”, além de imagens de familiares reunidos do lado de fora do Centro Médico Legal de Kahrizak, em Teerã, aguardando para identificar os corpos.
Três fontes israelenses, presentes em consultas de segurança israelenses durante o fim de semana, afirmaram que Israel está em estado de alerta máximo para a possibilidade de qualquer intervenção americana.
Um oficial militar israelense disse que os protestos são uma questão interna iraniana, mas que as forças armadas de Israel estão monitorando os desdobramentos e prontas para responder “com força, se necessário”.
Fonte: CNN Brasil





















