Os protestos anti-regime no Irã atingiram um “novo patamar” e, se o ritmo for mantido, uma repressão das autoridades terá menos chance de conter o movimento crescente, segundo um analista político.
“Se o impulso desses protestos massivos nas ruas for mantido, a repressão se tornará muito mais difícil, se não insuficiente”, disse Ali Fathollah-Nejad, diretor do CMEG (Centro para o Oriente Médio e Ordem Global) em Berlim, à CNN.
“Essa situação eventualmente abriria caminho para fissuras na elite do poder e no aparato repressivo, à medida que percebem que não podem reverter a maré”, continuou.
Mesmo que as manifestações sejam suprimidas, Fathollah-Nejad disse que isso pode não ser uma vitória a longo prazo para o regime, “dada a gravidade das queixas subjacentes, a incapacidade e a falta de vontade do regime em implementar reformas estruturais, e a consequente lacuna irreversível entre Estado e sociedade.”
Como foi relatado pela CNN, os protestos mais recentes começaram como manifestações nos bazares da capital Teerã devido à inflação desenfreada.
A medida dos bazaários, como são conhecidos, foi uma medida drástica para um grupo tradicionalmente apoiador da República Islâmica.
“Em uma curiosa reviravolta da história, a parteira da ‘Revolução Islâmica’ de 1979 — com sua aliança com o clero islamista — pode agora ter se tornado sua coveira”, declarou Fathollah-Nejad.
Fonte: CNN Brasil





















