Departamento de Justiça dos EUA volta a publicar documentos do caso Epstein

O Departamento de Justiça acaba de divulgar um novo conjunto de documentos dos arquivos da investigação sobre o magnata Jeffrey Epstein, acusado de abuso e tráfico sexual.

A Justiça afirmou americana afirmou no fim de semana que continuará revisando e editando materiais dos milhares de arquivos relacionados Epstein, que voltaram a ser divulgados na sexta-feira (19).

“Fotos e outros materiais continuarão sendo revisados ​​e editados de acordo com a lei, por precaução, à medida que recebermos informações adicionais”, escreveu o Departamento de Justiça em uma publicação no Facebook no sábado (20).

Entre os documentos divulgados havia imagens de pessoas conhecidas e denúncias escritas contra Epstein.

Prazo não cumprido

Apesar de uma lei exigir que todos os arquivos relacionados à investigação de Epstein fossem divulgados até sexta-feira (19), isso não aconteceu. O Departamento de Justiça afirmou que continuará a divulgar mais documentos nas próximas semanas.

A Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, aprovada em novembro, exigia que o Departamento de Justiça tornasse públicos todos os arquivos relacionados a Jeffrey Epstein em até 30 dias, em formato pesquisável, com o conteúdo que pudesse identificar as vítimas ocultado.

Ocultação de informações

Embora a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein tenha definido como as ocultações deveriam ser feitas nos documentos, tanto sobreviventes quanto legisladores criticaram o Departamento de Justiça por ocultar informações em excesso, com dezenas de páginas completamente ocultadas sendo divulgadas.

Ao mesmo tempo, Gloria Allred, advogada que representa várias mulheres abusadas por Jeffrey Epstein, disse acreditar que alguns arquivos podem ter sido “subutilizados” após ver nomes de sobreviventes que não deveriam ter sido incluídos nos documentos.

Rostos famosos

Entre os documentos divulgados, havia imagens de pessoas famosas, incluindo o ex-presidente Bill Clinton, o ator Kevin Spacey, o cantor Michael Jackson, o jornalista Walter Cronkite e a cantora e atriz Diana Ross.

Nenhuma das imagens divulgadas retrata atividade sexual, e muitas são simplesmente fotos de pessoas juntas em eventos ou ocasiões públicas.

Clinton e Spacey negaram qualquer irregularidade, e a CNN não recebeu resposta de Ross ou dos representantes de Jackson ou Cronkite.

“Denúncias comprovadas”

A divulgação de uma denúncia de 1996 contra Epstein deu razão às sobreviventes Maria e Annie Farmer. Em entrevista a Jake Tapper, da CNN, Annie Farmer disse que ver a denúncia foi “muito emocionante”.

“Só de ver isso por escrito e saber que eles tinham esse documento o tempo todo — e quantas pessoas foram prejudicadas depois dessa data? Temos dito isso repetidamente, mas ver isso preto no branco dessa forma foi muito emocionante”, declarou ela.

Fonte: CNN Brasil

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