Ouro se reafirma como porto seguro, e valorização deve continuar, diz XP

Em 2026, o preço do ouro já voltou a bater recordes, ultrapassando US$ 5 mil por onça pela primeira vez na história. A corrida de investidores para o ativo considerado seguro acontece devido a incertezas globais, como novas ameças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inclusive tarifárias, sobre outros países.

Nesse contexto, uma análise da XP, fornecida com exclusividade à CNN Brasil, reforça que o ativo reafirmou sua posição como porto seguro nas carteiras, o que deve se estender para este ano, enquanto o dólar também sofre desvalorização.

Após o tarifaço de Trump em 2025, este ano começou intenso, com outros acontecimentos, como a invasão do presidente americano à Venezuela, investidas para aquisição da Groenlândia, dentre outros fatores que impactam o mercado financeiro.

“O questionamento sobre o papel do dólar e dos ativos americanos como portos seguros retroalimentou a busca por alternativas”, explica a estrategista de investimentos da XP, Rachel de Sá.

Além disso, o metal precioso atingiu máximas históricas que foram renovadas sucessivas vezes ao longo do último ano, com rali impulsionado pela crescente demanda de bancos centrais, que aceleraram compras do metal precioso para diversificarem suas reservas para além do dólar, mostrou também um relatório da XP.

“Por se tratar de um ativo real, o ouro tende a atuar como proteção contra a inflação no longo prazo. Além disso, contribui para reduzir a correlação entre as classes de ativos da carteira”, comenta a estrategista.

Dados analisados pela empresa mostram que os ETFs (Exchange Traded Funds) de ouro — fundos indexados negociados em bolsa — registraram o maior semestre de entrada de capital desde 2020.

ETF’s de ouro ganham espaço no mercado global

Conforme dados analisados pela XP, os ETFs de ouro foram impulsionados pelo cenário de volatilidade global. Segundo a empresa, essa é uma alternativa acessível e eficiente para a diversificação de patrimônio.

“Às vezes quando a gente fala em investir em ouro, parece que a pessoa vai comprar uma barra de ouro, não é assim. É possível fazer isso, mas não é o jeito mais prático ou mais inteligente em termos de otimização desse retorno.”, acrescenta Rachel.

Além disso, ela explica que há dois instrumentos que dão acesso ao ETF: um segue a cotação do ouro em dólares, enquanto o outro utilizara cotação hedgeada, sem a variação cambial.

Segundo Rachel, é necessário ver qual opção faz mais sentido para o cliente, a depender da carteira desse investidor.

Fonte: CNN Brasil

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