Criador do WWW diz que é possível corrigir o que está mal na Internet

O criador da World Wide Web, Tim Berners-Lee, fez um diagnóstico crítico da internet atual e defendeu caminhos distintos para enfrentar dois dos maiores desafios tecnológicos do momento: o funcionamento das redes online e o avanço da inteligência artificial. As declarações foram dadas em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Para Berners-Lee, a internet se afastou de seus princípios originais e passou a girar em torno de poucas plataformas altamente concentradas. Ele avalia que redes como Facebook, Instagram, YouTube e X se transformaram em polos de manipulação, associados à disseminação de desinformação, à polarização política e a comportamentos de dependência digital. Na sua visão, esse cenário é consequência direta da forte comercialização da web, sobretudo nos Estados Unidos, que acelerou a transição do ambiente acadêmico para um modelo dominado por interesses comerciais.

Como resposta, o cientista defende a descentralização como estratégia central para “consertar” a internet. Segundo ele, redistribuir o controle e reduzir a dependência de grandes plataformas pode ajudar a recuperar a autonomia dos usuários e a diversidade do ecossistema digital. Ainda assim, Berners-Lee acompanha com atenção iniciativas regulatórias mais restritivas, como a decisão da Austrália de proibir o acesso de menores de 16 anos a redes sociais. Para ele, a discussão deve diferenciar redes sociais de serviços de mensagens, que considera ferramentas úteis, inclusive para jovens.

Quando o tema é inteligência artificial, no entanto, a proposta é outra. Em vez de descentralização, Berners-Lee sugere a criação de um grande centro internacional de pesquisa, nos moldes do CERN, o laboratório europeu de física de partículas. A ideia seria reunir cientistas de ponta para desenvolver sistemas avançados de IA em um ambiente controlado, capaz de avaliar riscos e impedir usos perigosos da tecnologia.

Na avaliação do inventor da web, apenas uma estrutura científica colaborativa e transparente permitiria à comunidade internacional determinar se a inteligência artificial é segura e estabelecer limites claros antes que sistemas cada vez mais poderosos escapem ao controle humano.

Madhu Gottumukkala inseriu arquivos classificados como “uso oficial” na versão pública da ferramenta de inteligência artificial. O episódio levou o Departamento de Segurança Nacional a abrir uma apuração interna sobre possíveis riscos à segurança

Notícias ao Minuto | 07:20 – 29/01/2026

Fonte: Notícias ao Minuto

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