A perda auditiva pode estar associada a diferentes condições de saúde e também ao envelhecimento natural. No entanto, especialistas alertam que existem sinais prévios que vão além da idade e que indicam a necessidade de atenção e acompanhamento médico.
Em entrevista à revista Parade, profissionais da área explicaram quais comportamentos e sensações podem indicar o início da diminuição da audição e ajudar a identificar o momento certo para procurar um especialista.
Entre os sinais mais comuns está a necessidade frequente de pedir que as pessoas repitam o que disseram. Segundo a médica Rachel Artsma, isso costuma ser interpretado como distração, mas pode indicar um comprometimento inicial da clareza auditiva.
A dificuldade de acompanhar conversas em ambientes barulhentos também é um alerta importante. Pessoas com perda auditiva tendem a confundir palavras ou vozes, o que torna situações como restaurantes cheios e reuniões familiares mais cansativas e difíceis de acompanhar, mesmo quando o som parece audível.
Outro sinal recorrente é o aumento constante do volume da televisão ou do telefone. Trata-se de um comportamento que, muitas vezes, é percebido primeiro por quem convive com a pessoa.
A sensação de que todos falam baixo demais é outro indicativo sutil. Especialistas explicam que o problema, na maioria das vezes, está na perda dos sons mais agudos, fundamentais para a compreensão clara da fala.
A dificuldade para entender conversas ao telefone também merece atenção. A ausência de pistas visuais, como leitura labial e expressões faciais, torna mais evidente a perda de nitidez das palavras.
O cansaço após conversas ou reuniões prolongadas é outro sintoma frequente. Nesses casos, o cérebro precisa se esforçar mais para compensar aquilo que os ouvidos já não conseguem captar com facilidade.
Além disso, a recusa em participar de eventos sociais ou a tendência ao isolamento pode estar relacionada não apenas à perda auditiva, mas também a sentimentos de frustração, incompreensão e até depressão.
Os ouvidos, além da audição, têm papel fundamental no equilíbrio e podem oferecer sinais importantes sobre a saúde geral. À publicação Mirror, a especialista em audiologia Kaitlyn Foley listou alguns alertas que merecem atenção médica.
A coceira frequente nos ouvidos pode indicar eczema ou infecção fúngica no ouvido externo, região que vai do canal auditivo até o tímpano. Essas condições costumam provocar inflamação, pele seca, irritação e desconforto.
O zumbido nos ouvidos, conhecido como tinnitus, pode estar associado a infecções, alterações hormonais, como o início da menopausa, ou, em casos mais raros, à doença de Ménière, que afeta o ouvido interno e compromete tanto a audição quanto o equilíbrio.
Já a presença de cera úmida e pegajosa tem sido relacionada, em alguns estudos, a uma mutação no gene ABCC11, também associada ao câncer de mama. Ainda assim, especialistas ressaltam que esse tipo de cera é mais comum em pessoas de ascendência africana ou europeia, enquanto a cera seca aparece com maior frequência em indivíduos de origem asiática.
Fonte: Notícias ao Minuto



















