Deputados pedem investigação sobre ingressos para show de Harry Styles

A venda de ingressos para o show do cantor britânico Harry Styles apresentou dificuldades para o público. Diante das reclamações de fãs, os deputados Guilherme Cortez e Erika Hilton, ambos do Psol, questionaram, nas redes sociais, possíveis irregularidades na comercialização das entradas para as apresentações marcadas para os dias 17 e 18 de julho.

Erika Hilton acionou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP) e anunciou um pedido de apuração sobre o esgotamento considerado irregular dos ingressos, além de indícios de atuação organizada de cambistas.

“Estou acionando as autoridades sobre as graves irregularidades na venda de ingressos para o show do Harry Styles em São Paulo. Como as primeiras pessoas das filas, tanto a geral quanto a PCD, não conseguiram comprar ingressos, mas os cambistas já tinham ingressos em mãos? Houve venda prévia aos cambistas? Pros cambistas, não havia limites de vendas de ingressos?”, publicou a deputada nas redes sociais.

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A deputada afirmou ainda que a Ticketmaster, responsável pela venda dos ingressos no Brasil, já é alvo de processos por parte de órgãos reguladores dos Estados Unidos, por supostas práticas comerciais lesivas em parcerias com cambistas e plataformas de revenda. “Isso também será denunciado às autoridades competentes”, completou.

O deputado Guilherme Cortez reforçou o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), com o objetivo de investigar possíveis ações ilegais de produtoras e garantir os direitos dos consumidores. “Há uma indústria lucrando às custas da extorsão dos sonhos dos fãs, envolvendo cambistas que revendem ingressos por valores ainda mais altos”, afirmou.

Reclamações de fãs

Além dos parlamentares, contas de fãs dedicadas ao artista relataram nas redes sociais dificuldades na compra das entradas. Um dos relatos afirma que o fã esteve na fila presencial, mas não conseguiu concluir a aquisição. “Boa tarde, Ticketmaster. Você pode me explicar como, sendo a primeira pessoa da fila presencial, não consegui comprar meu ingresso PIT porque estava ‘esgotado’?”, questionou.

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“Mesma coisa comigo. Fui comprar ingresso pro show do Bad Bunny, dia 9 de maio do ano passado, eu era a primeira da fila e quando abriram as vendas, o pit meia-entrada estava esgotado”, relatou outra internauta.

A CNN Brasil entrou em contato com o Procon-SP e com a Ticketmaster. Em nota, a empresa afirmou que não apoia a revenda ilegal de ingressos, não realiza vendas antecipadas para cambistas e não mantém parcerias com operadores de revenda que os privilegiem em detrimento dos fãs. A companhia acrescentou que qualquer alegação em sentido contrário é incorreta.



Fonte: CNN Brasil

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