O mercado de transferências do futebol brasileiro segue em evidência no cenário internacional, impulsionado pela formação de atletas jovens e pela força comercial de alguns clubes.
Em entrevista ao programa CNN Esportes S/A deste domingo (25), o empresário André Cury projetou quais jogadores devem movimentar cifras elevadas nas próximas janelas e avaliou o atual teto de mercado no país.
Ao projetar novos talentos que podem se valorizar em curto prazo, o empresário citou atletas em ascensão no futebol brasileiro.
“Eu acho que esse menino do Corinthians, o Bidon, tem um bom futuro se continuar trabalhando sério, do jeito que ele trabalha”, disse.
Cury também lembrou que a posição em campo influencia diretamente o interesse do mercado.
“O Vitor Roque e o Yuri, por serem camisa 9, são sempre mais cobiçados”, afirmou.
Ele citou ainda Kaio Jorge como um nome que pode despertar propostas significativas.
“Kaio Jorge, também. Pode (vir alguma coisa irrecusável lá de fora), mas tem que manter o nível do jogo”, completou.
Além dos atacantes, o empresário ressaltou que o Brasil segue revelando jogadores em todas as posições.
“Desde goleiro, tem o Pedro Morisco, do Coritiba, jovem, talento puro. Tem muitos jogadores que vão poder ser vendidos”, afirmou.
Nomes já conhecidos
Ainda assim, o empresário reconheceu que o futebol brasileiro segue como vitrine para grandes negociações. Ele citou nomes que, segundo ele, continuarão despertando interesse internacional.
Vitor Roque, Yuri Alberto, Estêvão, vão ser sempre jogadores cobiçados, que vão gerar vendas.
Ao comentar especificamente o atacante do Corinthians, Cury afirmou que o atleta já possui um valor de mercado bem definido.
“O Yuri sempre tem proposta. O Yuri Alberto vale hoje em torno de 30 milhões de euros, 200 milhões de reais, por aí. Ele já tem 24 anos, então esse é mais ou menos o teto hoje de um atleta de ponta do Brasil”, explicou.
O empresário destacou que, historicamente, participou das maiores vendas do futebol sul-americano e apontou novos nomes com potencial semelhante.
“Coincidentemente a gente fez as três maiores vendas da América do Sul para a Europa, que é o Estêvão, o Vitor Roque e o Neymar. O Neymar não foi uma venda direta, mas o montante chegou a 60 milhões de euros”, disse.
Para Cury, outros jovens podem alcançar esse patamar nos próximos anos.
“O Estêvão vai atingir esse nível, o Vitor Roque também, o Endrick também é capaz de atingir. São as quatro maiores vendas da América do Sul”, afirmou.
Segundo Cury, o interesse europeu por atletas brasileiros permanece constante, mas ele pondera que o sucesso de uma carreira não está necessariamente ligado à venda.
“Às vezes o ideal não é nem a venda. Você pega a história bonita do Xavi, do Iniesta, do Messi, jogadores lendários que nunca foram vendidos. O Messi nunca foi vendido e tem oito, nove, dez bolas de ouro”, afirmou.
Clubes em alta
Ao falar da força institucional dos clubes, Cury destacou Palmeiras e Flamengo como marcas consolidadas no mercado.
O Palmeiras vira e mexe sempre tem uma grife muito forte, o Flamengo também. O Flamengo hoje dá menos oportunidade para a base, mas tem uma camisa muito forte.
Para o empresário, a consolidação de clubes como vitrines internacionais passa tanto pela formação quanto pela gestão esportiva.
Segundo ele, o potencial de venda do futebol brasileiro segue alto, mas depende da manutenção do nível técnico e da organização dos clubes.
CNN Esportes S/A
Com André Cury, empresário de jogadores, o CNN Esportes S/A chega à 124ª edição. Apresentado por João Vitor Xavier, o programa aborda os bastidores de um mercado que movimenta bilhões e é um dos mais lucrativos do mundo: o esporte.
Em pauta, os assuntos mais quentes da indústria do mundo da bola, na perspectiva de economia e negócios.
Fonte: CNN Brasil





















