Autoridades federais divulgaram poucos detalhes concretos sobre a investigação da morte a tiros do enfermeiro de UTI e cidadão americano Alex Pretti, mesmo enquanto continuam a defender publicamente os agentes envolvidos.
Aqui está o que sabemos até agora:
O DHS (Departamento de Segurança Interna) divulgou poucas informações para fundamentar suas alegações: O comandante-geral da Patrulha de Fronteira, Greg Bovino, recusou-se no domingo (25) a fornecer detalhes sobre a investigação da morte de Pretti, dizendo apenas: “Todos esses fatos virão à tona na investigação”.
“A investigação vai revelar todos esses fatos, como quantos tiros foram disparados e onde as armas estavam localizadas”, acrescentou Bovino.
Questionado sobre a alegação do Departamento de Segurança Interna (DHS) de que Pretti estava “empunhando” uma arma, Bovino disse que Pretti estava armado e o culpou por se aproximar dos agentes.
O Departamento de Segurança Interna afirmou que os investigadores estão coletando depoimentos de testemunhas e revisando vídeos para determinar o que aconteceu, incluindo o momento dos primeiros disparos, de acordo com uma autoridade dos EUA familiarizada com o processo. Líderes do governo Trump, incluindo a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, defenderam os agentes, ao mesmo tempo em que se recusaram a divulgar as conclusões da investigação.
Bovino também alegou que Pretti tinha “intenção de ferir”, mas, quando questionado sobre quais evidências possuem para sugerir que a acusação é verdadeira, ele não ofereceu detalhes específicos.
Uma medida cautelar foi concedida para preservar evidências: No âmbito estadual, o Comissário do Departamento de Correções de Minnesota, Paul Schnell, afirmou que o Departamento de Apreensão Criminal de Minnesota está no local desde a manhã de domingo, continuando a coletar evidências e a fazer buscas nos bairros próximos.
O procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, afirmou que o Departamento de Apreensão Criminal do estado teve o “acesso recusado” à cena, mesmo após obter um mandado judicial.
Schnell declarou que a investigação “não irá parar” e confirmou que uma medida cautelar está em vigor para garantir que as agências federais preservem evidências que poderão, posteriormente, ser entregues aos investigadores estaduais.
A medida cautelar temporária, concedida no sábado (24) por um juiz de Minnesota, impede que agências federais — incluindo o Departamento de Segurança Interna — destruam ou alterem qualquer evidência relacionada ao tiroteio. A ordem inclui evidências removidas da cena ou levadas para custódia federal exclusiva.
Até agora, a única evidência disponível publicamente são as imagens de vídeo do confronto. Uma análise da CNN mostra um policial colocando a mão na cintura de Pretti e retirando uma arma enquanto os policiais o imobilizam. Cerca de um segundo depois, ouve-se um tiro, seguido por pelo menos mais nove. Em nenhum vídeo revisado pela CNN Pretti é visto empunhando uma arma.
O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, disse que acredita-se que Pretti era um proprietário de arma legalizado com porte de arma.
Bovino recusou-se a comentar os vídeos diretamente, dizendo: “Não vamos julgar isso aqui na TV baseados em um frame congelado ali”. Além das filmagens públicas, as autoridades divulgaram pouco para explicar o que ocorreu ou por que a força letal foi utilizada.
Fonte: CNN Brasil




















