A renúncia de Julio Casares à presidência do São Paulo, anunciada nesta quarta-feira (21), segue um roteiro já visto no futebol brasileiro.
Dirigentes afastados ou sob risco de impeachment recorrem à saída voluntária em meio a disputas internas.
Casares deixou o cargo cinco dias após ser afastado pelo Conselho Deliberativo. Na carta divulgada, afirmou que o processo teve natureza política e disse que a renúncia não representa confissão ou reconhecimento de culpa.
No São Paulo, casos semelhantes já ocorreram. Em 2003, Marcelo Portugal Gouvêa renunciou à presidência em meio a pressões internas e divergências políticas dentro do clube.
Em outros clubes, o cenário se repete. Em 2020, José Carlos Peres deixou a presidência do Santos após aprovação de impeachment pelo Conselho Deliberativo. Ele havia sido afastado antes da decisão final.
No Vitória, Paulo Carneiro renunciou em 2022 após disputas políticas e investigações internas conduzidas por órgãos do próprio clube.
No Corinthians, Andrés Sanchez deixou a presidência em 2018 ao fim do mandato, em meio a críticas à condução administrativa e questionamentos internos, cenário que também gerou instabilidade política.
Fora do âmbito dos clubes, a CBF também registrou casos recentes. Em 2021, Rogério Caboclo renunciou à presidência da entidade após denúncias e afastamento determinado pela Comissão de Ética.
As renúncias costumam ser usadas como alternativa ao impeachment. Em muitos estatutos, a saída voluntária preserva direitos políticos, enquanto a condenação pode resultar em impedimentos prolongados dentro da instituição.
Fonte: CNN Brasil





















